Por que os aviões não têm paraquedas?

Nos últimos anos, o transporte aéreo vem se tornando uma opção bastante viável para quem quer viajar. As passagens mais baratas, as diversas linhas, a rapidez e a comodidade oferecidas são ótimos atrativos, especialmente para longas distâncias. Além disso, já foi comprovado que o avião é um dos transportes mais seguros — é pelo menos 10 vezes mais garantido contra acidentes do que viajar de carro, por exemplo.

Os dados relativos a imprevistos com aeronaves são realmente impressionantes: o risco de envolvimento em um acidente é de um em três milhões. Além disso, a cada ano, as companhias buscam formas de aperfeiçoar os aviões, já que o fator segurança está dez vezes melhor em três décadas — se há 30 anos as chances de um acidente acontecer eram de uma em 140 milhões de milhas voadas, hoje é a cada 1,4 bilhão de milhas.


Afinal, quase todo mundo sabe que um paraquedas em altitudes elevadas é sempre bem-vindo. Muitos aviões pequenos já possuem paraquedas que funcionam como freios e ajudam a diminuir o impacto. Se há tal possibilidade de aumento na segurança dos voos, por que os aviões comerciais ainda não optaram por esse tipo de abordagem? E um paraquedas não seria ainda mais seguro para os passageiros do que uma cadeira flutuante?

Passageiros despreparados

Por mais que o procedimento possa parecer simples (colocar nas costas, saltar e puxar a cordinha), saber usar um paraquedas de forma segura requer um curso específico — e ninguém aprenderia só no tempo das instruções passadas por aeromoças antes do início do voo.

Além disso, nem todas as pessoas estariam aptas a utilizar um paraquedas. Por exemplo: como seria para uma mãe saltar em altitude e velocidade elevadas com um bebê no colo? Ou uma pessoa bem idosa colocar um paraquedas pesado nas costas e se locomover, em meio a movimentos do avião em queda, até a porta para o salto?

Infelizmente, o uso desse tipo de equipamento poderia ser um obstáculo para vários passageiros, inclusive crianças e pessoas com necessidades especiais.

Estrutura inadequada para saltos

As diferenças entre um C-130 Hercules e um avião comercial são bastante visíveis: enquanto o primeiro foi concebido para transportar tropas e carga, além de paraquedistas, o segundo possui uma estrutura fechada e com portas feitas para não serem abertas no ar — só em último caso.



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